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terça-feira, 15 de julho de 2025

Dicas para Elaborar e Entregar um Sermão

 




Sempre é bom relembrar que nenhum pregador cria uma mensagem pois ela vem de Deus para nós. Pode ser que o Senhor fale o assunto sobre o qual vamos falar ou então nos dê o texto para que falemos a partir dele.

Seja como for o caso é certo que a elaboração do sermão, ou seja, sua estruturação, assim como sua entrega para o povo dependerá de nós. É nesse momento que entra a arte da Homilética para nos auxiliar nesse trabalho. Por essa razão trago as dicas para te ajudar.

1-   Momento da Descoberta – é o momento em que recebemos a mensagem. Nesse caso cada um terá sua experiência com Deus, nem sempre se recebe a mensagem da mesma forma da anterior, por isso fique atento.

2-   Escolha o texto – caso tenha recebido o assunto sobre o qual falar, agora é preciso escolher o texto que será a base da mensagem. Preste atenção para que seja um texto coerente com o assunto recebido.

3-   Determine o tema e o seu objetivo – é de suma importância que o seu público saiba sobre o que você vai falar. E que você tenha um objetivo claro e preciso com o tema escolhido.

4-   Delimite o tema – geralmente os textos bíblicos são muitos sugestivos e ricos de temas. Muitos deles são profundos e abrangentes. Então é necessário escolher um ponto específico sobre o qual vai falar. De nada adianta falar de tantas coisas e não explicar nenhuma delas.

5-   Faça correlações – é importante que ilustre com exemplos de outras passagens bíblicas para fortalecer o seu tema. Para tanto tais passagens bíblicas precisam ter relação com o assunto. Contar histórias para clarear o assunto também é válido. Desde que seja rápida e guarde relação com o assunto.

6-   Estruture em Tópicos – os tópicos ajudam a manter a direção do sermão. Utilize de preferência três tópicos principais com algumas subdivisões. Lembre-se de que esses tópicos devem ter sua origem no texto base escolhido.

7-   Relação de ascendência – cuide para que haja um crescimento gradativo do primeiro para o segundo, do segundo para o terceiro tópico. Sempre criando uma expectativa de um para o outro. De modo que o terceiro tópico conterá um conteúdo mais forte que todos os anteriores.

8-   Conclusão – jamais se esqueça de concluir o sermão. Infelizmente acontece muito de acabar o tempo do pregador por muito falar e não dá tempo para concluir sua mensagem. Muitos desconsideram essa parte do sermão, mas ela é tão importante quanto as demais. Sem a conclusão os ouvintes ficam sem orientação, não saberão o que fazer com a mensagem que receberam.

9-   Fale sobre assunto que conheça – por fim, nunca elabore um sermão e fale de um assunto de que não domine. O pregador tem por obrigação conhecer muito bem o assunto sobre o qual está falando, é o que lhe dará segurança na fala.

domingo, 15 de junho de 2025

Deus Dá Prova do que Nos Prometeu

 

Hoje, vamos explorar uma passagem poderosa do livro de Números, capítulo 14, que nos ensina lições valiosas sobre fé, confiança e a importância de manter nossa esperança em Deus, mesmo diante de desafios.

No capítulo 14 de Números, encontramos a história dos doze espias enviados por Moisés para explorar a terra prometida. Cada um deles trouxe um relatório sobre a terra que Deus havia prometido aos israelitas. Enquanto dois espias, Josué e Calebe, confiaram na promessa de Deus e encorajaram o povo a avançar, os outros dez tiveram uma visão diferente.

Esses dez espias, ao verem os muros altos, os gigantes e as dificuldades, se viram como gafanhotos diante deles. Eles não acreditaram na promessa de Deus de que a terra seria conquistada pelos israelitas. Em vez disso, difamaram a terra, espalharam medo e inflamaram a congregação contra a esperança de entrar na terra prometida.

Apesar de terem trazido frutos excelentes — uma uva tão grande que precisaram de dois homens para carregá-la — eles não confiaram que poderiam conquistar a terra. Essa atitude de incredulidade e medo levou a uma consequência grave: Deus puniu o povo, e eles tiveram que vagar pelo deserto por 40 anos, até que uma nova geração estivesse pronta para entrar na terra prometida.

O que podemos aprender com essa passagem bíblica? Primeiramente, que é fundamental confiar nas promessas de Deus, mesmo quando as circunstâncias parecem difíceis ou assustadoras. Os espias que duvidaram não confiaram na fidelidade de Deus, e isso os impediu de alcançar a bênção que Ele tinha preparado para eles.

Além disso, o texto nos mostra a importância de confirmar o que Deus nos promete. Os espias poderiam ter reforçado a confiança na promessa de Deus, mesmo diante dos obstáculos. Em vez disso, eles focaram nos obstáculos e no tamanho dos desafios, esquecendo-se do poder de Deus.

Que essa história nos inspire a manter nossa fé firme, a confiar nas promessas de Deus e a não deixar que o medo nos impeça de avançar. Assim como Josué e Calebe, podemos escolher acreditar que, com Deus ao nosso lado, podemos conquistar qualquer terra que Ele nos prometeu.

A lição de Números 14 é clara: confiar em Deus é fundamental para alcançar as promessas que Ele tem para nossas vidas. Mesmo quando os obstáculos parecem grandes, nossa fé deve ser maior. Que possamos sempre lembrar que Deus é fiel e que, com Ele, somos mais do que vencedores!

 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Armadilhas Psicológicas

 

A serpente conversando com a mulher no Jardim do Éden.

Armadilhas psicológicas

Gn. 3.4-6

O ser humano não resiste uma oferta que contenha uma recompensa.

Sempre que o homem for fazer uma nova aquisição, dificilmente, irá naquela que tem apenas uma opção. Isso porque tem prazer em comparar e depois se gabar na melhor escolha que fez. Essa melhor escolha sempre será aquela que traz uma recompensa, por menor que seja. A recompensa ativa um hormônio no cérebro que dá prazer – a serotonina.

Dessa forma surgiram as “armadilhas psicológicas”. Quando você se depara com uma oferta sempre existirá mais que duas para que você seja induzido a optar por uma ou outra. Diante de uma situação semelhante, entre pelo menos duas opções, qual foi o seu critério de escolha? Com certeza foi aquela que te fez uma promessa de recompensa, e daí você teve a oportunidade de livre escolha, e escolheu certamente aquela que te trouxe uma boa recompensa.

Com certeza foi para você a melhor escolha, mas será mesmo a mais acertada?

Foi exatamente o que ocorreu lá no Jardim do Éden. O Senhor deixou bem claro para o homem o que podia fazer livremente e deixou também uma proibição. Desde o início o cérebro do homem não assimila muito bem a ideia de proibição, sempre desperta no homem um outro lado – o negativo.

E é nesse lado que a serpente, o diabo viu uma oportunidade para enganar o homem, se aproveitando do que já existia dentro dele – o prazer de uma recompensa.

A Bíblia diz que a serpente era a mais astuta das alimárias do Jardim, essa em certo momento aborda a mulher e inicia um diálogo, pois para ser apresentada uma nova oferta, isso precisa ocorre primeiro.

A serpente queria atacar a Deus, e o faz de uma forma indireta, atingindo a criação de Deus. Inicia o projeto primeiramente com o homem. Para tanto precisava levar o homem ao seu nível – as trevas. Para tanto era necessário fazer o homem pecar contra o seu criador, como ele próprio já havia feito no céu.

Qual foi a sua estratégia? Oferecer ao homem uma segunda opção em relação à arvore da ciência do bem e do mal. Mas, como fazer com que homem comprasse essa ideia? Criar uma oferta que trouxesse consigo uma recompensa para o homem.

E foi exatamente o que ela fez: “... o dia que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal”. Nesse exato momento foi ativada a serotonina – hormônio do prazer - no cérebro da mulher. A armadilha estava bem preparada, bastava esperar que a vítima mordesse a isca, o que não demorou muito para acontecer.

A proposta foi tão atraente que a mulher se esqueceu das bênçãos e da Palavra de Deus.

Agora ela olha para aquela árvore e vê que era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. O final trágico todos conhecem, portanto vigiemos porque nem tudo que traz uma boa recompensa e prazer é um negócio verdadeiramente vantajoso.

Aprenda mais da Bíblia Sagrada e principalmente sobre a tal “isca, engodo” clicando aqui


segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

A Relevância da Carta de Tiago - para os dias atuais

Pastor pregando Carta de Tiago-Sermão Expositivo



 A Carta de Tiago, uma das cartas do Novo Testamento, continua sendo extremamente RELEVANTE para os dias atuais por tratar de várias situações do dia a dia do cristão. A seguir, destaco algumas delas:

1. Enfrentamento das dificuldades com perseverança

Em Tiago 1:2-4, o apóstolo fala sobre a importância de enfrentar as dificuldades com perseverança, pois elas produzem maturidade espiritual. Em um mundo onde o sofrimento, as injustiças e as adversidades fazem parte da vida cotidiana, a mensagem de Tiago oferece uma perspectiva de esperança, mostrando que as dificuldades podem ser usadas para o crescimento pessoal e espiritual.

2. A busca pela sabedoria

Tiago 1:5 nos encoraja a pedir sabedoria a Deus, que a dá generosamente. Em tempos de incerteza e complexidade, onde as pessoas se deparam com decisões difíceis e questões morais, a busca pela sabedoria divina é mais importante do que nunca. A Carta de Tiago oferece um guia sobre como tomar decisões justas, guiadas pelos princípios de Deus, em meio à complexidade da vida moderna.

3. A verdadeira fé se mostra na prática

Tiago enfatiza que a fé sem obras é morta (Tiago 2:26). Ele destaca que a verdadeira fé se reflete nas ações do cristão, ou seja, não basta professar uma crença; é preciso viver de acordo com os princípios do Evangelho. Em uma sociedade onde, muitas vezes, a religião pode ser reduzida a um conjunto de crenças ou práticas superficiais, Tiago nos lembra da importância de viver a fé de maneira prática. Ele nos desafia a agir com justiça, compaixão e responsabilidade, sendo exemplos vivos dos ensinamentos de Cristo.

4. A importância da humildade e do controle da língua

Tiago é muito claro sobre a necessidade de humildade e o controle da língua (Tiago 3:1-12). A língua, segundo Tiago, pode ser uma fonte de bênção ou maldição. Num mundo de redes sociais e comunicação rápida, as palavras podem ser espalhadas instantaneamente, podendo causar grandes danos ou serem usadas para promover o bem. A mensagem de Tiago sobre o poder das palavras e a importância da humildade continua sendo uma lição valiosa na sociedade contemporânea.

5. Cuidado com o dinheiro e a justiça social

Tiago critica duramente a opressão dos ricos sobre os pobres (Tiago 5:1-6) e adverte contra o apego ao dinheiro (Tiago 4:13-17). Em um mundo marcado por desigualdades sociais e uma busca incessante pelo lucro, a Carta de Tiago desafia a sociedade a ser mais justa, a cuidar dos mais necessitados e a não fazer do dinheiro a principal motivação da vida. Sua mensagem continua sendo um chamado à ação em prol da justiça social e contra as injustiças econômicas.

6. A prática do amor e a comunidade cristã

Tiago também aborda a importância de tratar os outros com amor e dignidade, não mostrando favoritismo (Tiago 2:1-9). Em uma sociedade muitas vezes dividida por preconceitos, desigualdades e discriminação, a carta de Tiago é um lembrete claro de que a comunidade cristã deve ser inclusiva e justa, respeitando a dignidade de cada ser humano.

Conclusão

A Carta de Tiago, com sua ênfase na fé prática, na perseverança, na sabedoria, na humildade e na justiça social, é um guia valioso para a vida cristã no contexto atual. Sua mensagem continua desafiando os cristãos a viverem de maneira autêntica e transformadora, refletindo os ensinamentos de Cristo em ações concretas que impactam positivamente o mundo ao seu redor.

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terça-feira, 22 de outubro de 2024

Entrega o Teu Caminho ao Senhor

Texto Base: Salmo 37:5 - "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará."

Introdução:

Hoje nos debruçaremos sobre um versículo poderoso que nos convida à entrega e à confiança em Deus. Vivemos em tempos de incerteza e desafios, e muitas vezes nos sentimos perdidos em relação ao nosso futuro. Este salmo nos dá uma orientação clara sobre como lidar com essas situações: entregar nosso caminho ao Senhor.

I. A Entrega do Caminho (Entrega Total)

Entregar significa confiar completamente a responsabilidade e os cuidados ao Senhor. É um ato de rendição, onde deixamos de lado nosso controle e permitimos que Deus guie nossos passos.
Pensemos em Abraão, que deixou sua terra e sua família para seguir a voz de Deus (Gênesis 12). Ele não tinha certeza do que o aguardava, mas entregou seu caminho ao Senhor.

II. A Confiança em Deus (Fé Prática)

Confiança ativa: O versículo nos exorta a confiar em Deus. Isso não é uma confiança passiva, mas uma fé que se manifesta em ação. Confiar significa crer que Deus é capaz e que Ele se importa conosco.

Em momentos de dificuldade, podemos olhar para a vida de Jó. Mesmo diante de grandes perdas, ele manteve sua confiança em Deus, sabendo que o Senhor tinha um propósito para sua dor.

III. A Promessa de Deus (Resultados da Entrega e Confiança)

"Ele o fará": A última parte do versículo é uma promessa encorajadora. Quando entregamos nossos caminhos e confiamos em Deus, Ele age em nosso favor. Isso não significa que sempre obteremos o que queremos, mas que Deus está trabalhando em todas as coisas para o nosso bem (Romanos 8:28).

Podemos compartilhar testemunhos de vidas transformadas que experimentaram a fidelidade de Deus após entregarem suas preocupações a Ele.

Conclusão:
Irmãos, a vida é cheia de desafios e incertezas, mas a palavra de Deus nos lembra que não estamos sozinhos. Ao entregarmos nossos caminhos ao Senhor e confiarmos Nele, encontramos paz e direção. Que possamos, a partir de hoje, praticar essa entrega diária, lembrando que Deus é fiel e sempre fará o melhor para aqueles que O buscam. 

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Apelo:

Convido você a refletir sobre o que precisa entregar ao Senhor. Que preocupações, medos ou planos você pode colocar nas mãos dEle hoje? Vamos orar juntos, pedindo a Deus que nos ajude a confiar mais e a entregar nossos caminhos a Ele.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

As Marcas de Cristo em Nossas Vidas

Texto Base: "Agora ninguém me inquiete mais, pois trago no meu corpo as marcas de Cristo. (Gálatas 6.17).

Introdução:

Irmãos e irmãs, hoje vamos refletir sobre as profundas implicações da frase do apóstolo Paulo, onde ele afirma que traz em seu corpo as marcas de Cristo. O que são essas marcas? Como elas se manifestam em nossas vidas? Vamos juntos explorar esse tema e descobrir a importância de vivermos uma fé que deixa marcas.


I. As Marcas da Perseverança

Paulo enfrentou perseguições, prisões e rejeições por causa do Evangelho. Cada cicatriz que ele carrega é um testemunho de sua entrega a Cristo. Embora isso já estava previsto no momento em que lhe foi revelado o seu Chamado em Atos 9.15,16. Logo no início da sua caminhada cristã na cidade de Damasco já começou a experimentar perseguições. 

Em sua primeira viagem missionária na região de Listra foi apedrejado tanto que pensavam que ele já estava morto (Atos 14.19-22)

Em sua segunda viagem missionária foi lançado, juntamente com Silas, no interior de um cárcere. Mas também perseverou. O texto diz que perto da meia noite oravam e cantavam hinos a Deus (Atos 16.25,26).

Da mesma forma, somos chamados a enfrentar desafios por nossa fé. As lutas que enfrentamos não são em vão; elas moldam nosso caráter e nos aproximam de Cristo. Devemos nos perguntar: estamos dispostos a carregar nossas próprias marcas?

II. As Marcas do Sacrifício

Jesus nos ensinou que seguir a Ele requer renúncia e sacrifício. As marcas que carregamos muitas vezes são frutos de escolhas difíceis que fazemos em nome do amor e da obediência.

Ao servirmos os outros, muitas vezes experimentamos dor e sacrifício. Mas é nessas situações que as marcas de Cristo se tornam visíveis. Estamos prontos para servir, mesmo que isso nos custe algo?

III. As Marcas da Identidade

Essa faz com as pessoas nos reconheçam como Cristãos: As marcas que Paulo menciona não são apenas físicas, mas espirituais. Elas nos identificam como filhos de Deus. Que marcas estamos deixando no mundo? Como as pessoas nos veem?

Assim como deixam na vida a Verdadeira Identidade, em um mundo que tenta nos moldar, precisamos lembrar que nossas marcas são um testemunho de quem somos em Cristo. Que nossas ações e palavras reflitam essa identidade, impactando a vida daqueles ao nosso redor.

Conclusão:

Ao olharmos para as marcas que carregamos, que possamos refletir sobre o que elas significam. Que sejamos como Paulo, dispostos a enfrentar tribulações, a sacrificar pelo bem do próximo e a afirmar nossa identidade em Cristo. Que as marcas de Cristo em nossas vidas sejam evidentes, não apenas em nosso corpo, mas em nosso caráter e em nossas ações.


Convido você a refletir sobre quais marcas você tem em sua vida. Que decisões podemos tomar hoje para que, ao final de nossas jornadas, possamos dizer que, assim como Paulo, carregamos as marcas de Cristo com orgulho e amor. Vamos orar juntos, pedindo a Deus coragem e força para viver plenamente essas marcas em nosso dia a dia. Amém!

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Sermão Temático: O Amor de Deus




Introdução:

Amados irmãos e irmãs, hoje nos reunimos para refletir sobre um dos temas mais poderosos e transformadores da nossa fé: o amor de Deus. O amor de Deus é o fundamento da nossa relação com Ele e a base da nossa esperança. Vamos explorar o que a Bíblia nos ensina sobre esse amor e como ele impacta nossas vidas.


I. O Amor de Deus é Incondicional

Em Romanos 5:8, lemos: "Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Este versículo nos lembra que o amor de Deus não depende de quem somos ou do que fizemos. Ele nos ama em nossa fragilidade e imperfeição. 

Pense em uma mãe que ama seu filho independentemente de suas falhas. Assim é o amor de Deus. Mesmo quando erramos, Ele nos aceita e nos convida ao arrependimento.

II. O Amor de Deus é Sacrificial

Em João 3:16, encontramos a afirmação poderosa do amor de Deus: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito." O amor de Deus se manifesta no sacrifício de Jesus, que deu sua vida por nós.

Este amor sacrificial nos chama a amar os outros de maneira semelhante. Como podemos demonstrar amor em nossas vidas? Isso pode ser através de ações, palavras ou mesmo perdão àqueles que nos feriram.

III. O Amor de Deus é Transformador

Quando experimentamos o amor de Deus, somos transformados. Em 1 João 4:19, lemos: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro." O amor de Deus não apenas nos alcança, mas também nos capacita a amar os outros.

Pense em como o amor pode transformar relacionamentos. Quando escolhemos amar em vez de odiar, perdoar em vez de guardar rancor, nossa vida e a vida daqueles ao nosso redor mudam para melhor.

IV. O Amor de Deus é Universal

O amor de Deus não é limitado; Ele se estende a toda a humanidade. Em 1 Timóteo 2:4, aprendemos que Deus "deseja que todos os homens sejam salvos." Isso nos lembra que devemos também ampliar nosso amor e compaixão.

Como estamos refletindo esse amor universal em nossas comunidades? Estamos alcançando aqueles que se sentem excluídos ou desamparados? O amor de Deus nos chama a ser agentes de mudança em nosso mundo.

Conclusão:

O amor de Deus é incondicional, sacrificial, transformador e universal. Que possamos nos encher desse amor e, por sua vez, espalhá-lo a todos ao nosso redor. Que ao sairmos daqui, possamos ser luz e amor no mundo, mostrando a todos o quão grande é o amor de nosso Deus.


Este é um modelo de um esqueleto de sermão estruturado a partir de um tema, por isso o tipo de sermão é o temático. Conheça também outro tipo de Sermão: o Sermão Expositivo na forma sequencial. Basta clicar aqui e conhecer

segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Característica do Sermão Expositivo

 O sermão expositivo é uma forma de pregação que se baseia na exposição detalhada de um texto bíblico, geralmente de um livro ou passagem específica. Aqui estão algumas características principais:

1. Centralidade da Escritura: O texto bíblico é o ponto focal, e a mensagem é derivada diretamente dele.

2. Contextualização: O pregador considera o contexto histórico, cultural e literário do texto, ajudando a explicar seu significado original.

3. Estrutura Lógica: O sermão é frequentemente organizado de forma lógica, seguindo a estrutura do texto exposto, o que facilita a compreensão.

4. Aplicação Prática: Além da exposição, há uma ênfase em como os princípios do texto se aplicam à vida dos ouvintes hoje.

5. Clareza e Acessibilidade: O pregador busca ser claro e acessível, usando linguagem que todos possam entender.

6. Profundidade Teológica: O sermão expositivo tende a aprofundar-se em questões teológicas, promovendo uma compreensão mais rica da doutrina.

7. Encorajamento ao Estudo: Muitas vezes, incentiva os ouvintes a estudarem a Bíblia por conta própria, promovendo um maior envolvimento com as Escrituras.

Essas características tornam o sermão expositivo uma ferramenta poderosa para a edificação espiritual e o crescimento na fé.

Aprenda mais sobre Sermão Expositivo: Aqui

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Como Montar um Sermão Expositivo

 Montar um sermão expositivo é uma tarefa que exige dedicação, estudo e uma compreensão profunda das Escrituras. O sermão expositivo se destaca por sua capacidade de explicar e aplicar um texto bíblico específico, permitindo que a congregação compreenda melhor a mensagem divina. Neste artigo, vamos explorar passo a passo como montar um sermão expositivo que realmente impacte a vida dos ouvintes.

O que é um Sermão Expositivo?

Antes de discutirmos como montar um sermão expositivo, é fundamental entender o que o caracteriza. Um sermão expositivo é aquele que se baseia em uma passagem bíblica específica e busca extrair o significado e a aplicação dessa passagem. Diferente de um sermão temático, que pode tratar de assuntos variados, o sermão expositivo foca em explicar o que a Bíblia diz.

Passo 1: Escolhendo o Texto

O primeiro passo para montar um sermão expositivo é escolher o texto bíblico que será abordado. Isso pode ser um versículo ou um trecho maior de uma passagem. Ao selecionar o texto, considere sua relevância para a sua congregação e o contexto em que você está inserido. Pergunte-se: "Como esse texto pode falar à vida das pessoas que irão ouvi-lo?"

Passo 2: Estudo do Texto

Após escolher o texto, o próximo passo é um estudo aprofundado. Isso envolve:

1-Leitura do Texto: Leia o texto em diferentes traduções para capturar nuances e significados. Mas na versão escolhida o texto deve ser lido pelos menos umas vinte vezes.

2-Contexto Histórico e Cultural: Pesquise sobre o contexto em que o texto foi escrito. Compreender a cultura e a situação dos autores e dos destinatários pode trazer à tona significados que não são imediatamente evidentes.

3-Análise do Texto: Monte o seu comentário do texto estudado, após isso use ferramentas como comentários bíblicos, dicionários de línguas originais e outras referências para entender melhor o significado das palavras e frases.

Passo 3: Estrutura do Sermão

Um bom sermão expositivo deve ter uma estrutura clara. Aqui está um modelo básico que pode ser seguido

Introdução

A introdução deve captar a atenção do público e apresentar os pontos principais do texto que será exposto. Uma boa introdução pode incluir uma pergunta retórica, um testemunho pessoal ou até de uma pessoa conhecida, pode também contribuir uma estatística que se relacione com o tema do texto.

Exposição

Na seção de exposição, você irá explicar o texto em detalhes. Isso deve incluir:

  • Análise Versículo por Versículo: Explique cada parte do texto, destacando palavras-chave e conceitos importantes. Além de explicar palavras menos conhecidas, e principalmente expressões que eram próprias da época do escritor, isso é fundamental para ajudar o ouvinte a entender a passagem bíblica.
  • Aplicação Prática: Relacione o que está sendo dito com a vida cotidiana dos ouvintes. Pergunte-se: "O que isso significa para nós hoje?"

Conclusão

A conclusão deve resumir os principais pontos abordados e apresentar um apelo. Convide os ouvintes a refletirem sobre o que aprenderam e como podem aplicar essa mensagem em suas vidas.

Passo 4: Preparação Espiritual

Montar um sermão expositivo não é apenas uma tarefa intelectual, mas também espiritual. Dedique tempo à oração, pedindo orientação a Deus sobre como montar um sermão expositivo que edifique a sua congregação. Peça sabedoria para transmitir a mensagem de forma clara e poderosa.

Passo 5: Prática e Apresentação

Depois de montar um sermão expositivo, é hora de praticar. Ensaiar a apresentação ajuda a ganhar confiança e a ajustar a entrega. Preste atenção à entonação, à linguagem corporal e à interação com o público.

Dicas Finais para Montar um Sermão Expositivo

  • Seja claro e conciso: Evite divagações e mantenha o foco no texto.
  • Use ilustrações: Histórias e exemplos ajudam a tornar o sermão mais acessível.
  • Esteja aberto ao feedback: Após a apresentação, busque opiniões sobre como você pode melhorar.

Conclusão

Montar um sermão expositivo é um processo enriquecedor que pode transformar vidas. Ao seguir os passos descritos, você estará mais preparado para transmitir a mensagem de Deus com clareza e profundidade. Lembre-se sempre da importância de estudar, orar e se conectar com a sua congregação. Com dedicação e a ajuda do Espírito Santo, você pode impactar a vida de muitos através da Palavra.

Se você deseja se aprofundar ainda mais neste tema, considere fazer este curso: "SERMÃO EXPOSITIVO - CARTA DE TIAGO". O aprendizado contínuo é essencial para quem busca excelência na comunicação da fé.


Assim, você viu que montar um sermão expositivo envolve várias etapas que, quando bem executadas, resultam em mensagens poderosas e transformadoras. Ao aplicar esses princípios, você estará não apenas montando um sermão, mas também contribuindo para o crescimento espiritual do povo de Deus.


quarta-feira, 26 de abril de 2023

Participantes de Uma Herança Eterna

 


Pela ressurreição de Jesus nascemos novamente para uma sermos participantes de uma grande herança. Esta herança tem uma característica maravilhosa, totalmente contrária à que os olhos humanos contemplam nesta terra. Esta herança é incorruptível, ou seja, ela é incapaz de se corromper, ela é imputrescível, inalterável e inatacável.

E Jesus ensinou os seus discípulos a buscar exatamente esta riqueza, a valorizar, a priorizar a herança que se encontra no Reino de Deus e não nos dos homens. A explicação se encontra em Mt 6.19 pois na terra a traça e ferrugem consomem e ladrões minam e roubam. Características totalmente diferentes da qual está reservada para aqueles que estão em Cristo.

A grande questão aqui não diz respeito à proibição de possuir bens materiais, mas sim de onde está o coração do homem, pois onde estiver o seu tesouro aí estará o seu coração. Isso diz respeito à aquilo que o homem irá priorizar, valorizar ou vai se sacrificar. Dessa forma a instrução de Jesus é para colocar o seu coração na existência de algo que é eterno (Mt. 6.33).

Pedro escreve para quem tem direito a esta herança e diz que estes estão guardados, conservados na virtude de Deus mediante a fé. Muito interessante essa colocação que está de acordo com os ensinos de Jesus, assim como os de Paulo. A fé é condição de entrada a esta herança, mas é a virtude de Deus que nos conserva.

Virtude de Deus é o mesmo que poder de Deus. Quem tem fé está conservado nesta virtude. Deus é o nosso protetor; assim nos lembramos dos salmistas que se expressaram dessa forma. Entenderam perfeitamente que Deus é o refúgio e fortaleza, alto refúgio, socorro, etc. Assim como também é o lugar de sombra para o calor escaldante (Sl 91.1).

A virtude é como uma “bolha protetora” e a fé é a forma de se manter nela. A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus e a razão está exatamente nisso que a incredulidade sendo o inverso da fé nos tira da proteção e logo estamos vulneráveis às coisas terrenas que agradam aos olhos, mas são passageiras.

A lição é para permanecermos nesta virtude e valorizar a nossa herança. Nunca ser como um pródigo que desperdiça os bens da família, mas ao contrário trabalhar para que seja conservado ou então que aumente, pois um dia estará em nossas mãos. No entanto, o cuidado com tudo isso depende de cada um de nós hoje. Portanto não desfalecemos em nossos corações, antes sejamos firmes na obra do Senhor.

terça-feira, 25 de abril de 2023

A Grande Obra do Pai





O apóstolo Pedro inicia a sua carta com uma ação de graças pela grande obra que o Pai realizou em nosso favor por meio de Seu Filho Jesus Cristo. Pedro segue, evidentemente, os ensinos de Jesus como, por exemplo, na oração do Pai Nosso que primeiramente exalta o Poder de Deus “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja teu nome...”; em João 16.23 o Senhor Jesus diz que tudo o que os seus discípulos pedissem ao Pai em o Nome de Jesus, o Pai concederia. Portanto a sequência correta é esta: todo o pedido deve ser dirigido ao Pai, é Ele que nos abençoa com o Seu grande poder.

Contudo, como o homem pecador vai se aproximar de um Deus Justo e Santo sem ser consumido? O próprio Deus apresentou a solução para este grande problema. Deu Seu Filho unigênito para morrer em lugar do homem afim deste ter o acesso livre até a Sua presença. O homem por sua natureza está separado da presença de Deus, ou seja, não há vida espiritual no homem, apenas a física.

E nessa condição anda em trevas, conforme Paulo escreve à igreja de Éfeso 2, o homem sem Cristo está morto em ofensas e pecados, andando segundo o curso deste mundo. Também caminhando segundo o desejo da carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos. O homem, então, por sua natureza é filho da ira.

Mas Deus deu Seu Filho unigênito para morrer em nosso lugar, neste caso temos Jesus tomando a condição do homem e assim morrendo na cruz porque o salário do pecado é a morte. Jesus nunca teve pecado, mas Deus o fez pecado por nós para que nele nos tornássemos justiça de Deus (II Cor 5.21; Gl. 3.13). Contudo, este Jesus que se fez maldição por nós o Pai o fez Senhor e Cristo (Atos 2.36) na Sua ressurreição. E é exatamente isso que Pedro reconhece quando diz “Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Por meio da morte de Jesus na cruz o Pai pagou o preço do nosso resgate. Antes estávamos nas trevas escravizados pelo pecado, contudo, com a morte de Cristo fomos libertos. Além do resgate pelo sangue de Jesus vertido na cruz também fomos remidos dos nossos pecados, ou seja, tivemos toda a nossa antiga dívida quitada pela morte de Jesus. Dessa forma podemos agora comparecer diante de um Deus que é Santo.

Por isso quando nos aproximamos de Deus invocamos o Nome Poderoso de Jesus, pois assim estamos recordando toda a obra por Ele realizada por nós na cruz. Pedro diz que Ele é Senhor. E foi o próprio Pai que o deu por nós e também o ressuscitou dentre os mortos com o Seu grande poder para constituí-lo Senhor de tudo e de todos. Conforme Paulo escreve aos Filipenses 2.9-11.

Jesus tomou o nosso lugar e assim morreu por nós na cruz, mas após a Sua ressurreição somos nós que somos favorecidos pela sua vida. Que troca maravilhosa, quem faria tal coisa por alguém. Primeiro Ele toma o nosso lugar – de morte – depois Ele nos coloca em Seu lugar – de vida eterna.

Deus enviou Jesus às partes mais baixa da terra para nos resgatar e nos posicionar nas partes mais altas do Reino Celestial – lugares celestiais em Cristo Jesus. Da morte para a vida. É isso que Pedro nos diz: Ele – Deus – nos gerou de novo. Toda essa obra é o próprio Deus que realiza em Cristo Jesus e para a Sua glória.

Falar de “gerou de novo” é o mesmo que regeneração, assim como nascer de novo, ou, novo nascimento. Diz respeito à conversa de Jesus com Nicodemos que significa nascer do alto, nascer da vontade de Deus. Todo o homem tem sua primeira geração, no entanto, como já dito sem a vida de Deus. É necessário nascer do alto para ver o Reino de Deus. E Pedro diz que Deus nos gerou de novo pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.

A morte de Jesus tem o seu significado assim como a sua ressurreição, nada é por acaso. É tudo conforme o propósito daquele que projetou a obra de redenção do homem. A morte e ressurreição tem um objetivo muito nobre – encher o coração do homem com uma viva esperança. Assim como Jesus ressuscitou dentre os mortos todos aqueles que creem em sua obra vicária também um dia ressuscitarão (I Cor 15.51-52).

terça-feira, 18 de abril de 2023

Vem Agora, Pois, Te Enviarei!


 Neste texto de Êxodo (3.7-12) temos o cumprimento de uma promessa de Deus feita a Abrão em Gn 15.13-16 “Então, disse a Abrão: Saibas, decerto, que peregrina será a tua semente em terra que não é sua; e servi-los-á e afligi-lá-ão quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente à qual servirão, e depois sairão com grande fazenda. E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice será sepultado. E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia” (Grifo meu). Neste tempo em que Moisés se encontra no Monte Horebe por conta das ovelhas de seu sogro tem a revelação de Deus a respeito do seu chamado.

Chamado é exatamente o propósito de vida de cada um dentro de um projeto de Deus. Moisés está no lugar certo, na hora certa; não no que diz respeito ao seu plano humano, mas ao plano de Deus. Moisés nesta ocasião tem mais ou menos 80 anos de idade, já vivera os primeiros 40 no palácio e agora vivera mais 40 anos como pastor de ovelhas, não por acaso.

Por meio do seu novo ofício foi treinado por Deus em várias áreas da vida social, aprendeu lidar com animais totalmente dependentes de cuidados. Aprendeu a viver sob pressão extrema no deserto e vales em diferentes situações de tempo.

Até que se cumpre o tempo determinado por Deus. Quando meditamos sobre o controle absoluto que Deus tem do tempo, das circunstâncias devemos descansar a nossa alma. Embora o caminho do homem na terra seja cheia de surpresas e obstáculos, para Deus não há nada novo. Nada destas coisas podem frustrar os planos de Deus.

No verso 10 Deus diz para Moisés: Vem agora, pois... Vamos analisar essa primeira parte do versículo. O primeiro ponto é a respeito da urgência do chamado, “vem agora”, então, o momento é este, é o tempo de Deus. O que temos que fazer para Deus nunca será no tempo humano, mas sempre no de Deus. Não pode ser adiantado e nem tão pouco protelado.

A outra parte do verso mostra que aquele que chama é o mesmo que envia. Não importa para onde ou para quem, o importante é que quem chama capacita.

Há de se observar que até aquele momento da vida de Moisés ele foi preparado, isso tanto para falar com faraó, como para caminhar por aquele deserto. Nem uma desculpa sequer em relação a isso seria cabível ou justificável diante de Deus.

Então ele começa a apresentar as suas limitações em relação à obra propriamente dita. Mas o homem que já fora preparado pelo próprio Deus, porque toda a sua história de vida estava intrinsicamente ligada ao chamado, agora, ele será capacitado.

Para cada limitação de Moisés o Senhor demonstra o Seu grande Poder, de modo que não há desculpas diante de Deus para a não realização do trabalho ao qual fomos chamados. Não devemos nos preocupar já fomos treinados e preparados, agora seremos capacitados com o Poder de Deus. Portanto, “vem agora, pois, e te Enviarei”.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Tudo é Possível ao Que Crê


Na meditação de hoje (14/04/23) no programa “Jesus é a Salvação” pela Web Rádio AD Potim li com os ouvintes Rm 10.17 e Mt 21.18-22. No primeiro texto Paulo nos diz que a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus, em outra versão “pela pregação da Palavra de Cristo”. Comecei com este texto porque quis demonstrar o poder que é a Palavra de Cristo, ela não simplesmente contém Poder, ela é o próprio poder do Senhor. Ela também é o próprio Senhor.

Em João 1.1 diz que no princípio, era o Verbo, ou seja, a Palavra de Deus. João diz também que todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Era o Verbo “Haja” de Deus. Deus criou tudo com o Seu Grande Poder e este é Jesus – o Poder de Deus, Sabedoria de Deus.

Por isso quando esta Palavra entra no ser humano é o próprio Poder de Deus dentro do homem lhe dando uma capacidade sobrenatural. O homem cheio desta Palavra é um homem cheio de Deus. Então o homem está pronto para agir conforme Deus, ou ainda melhor, Deus está agindo por meio do homem.

Jesus deixou o exemplo para nós, pois andou conforme a vontade do Pai. No segundo texto quando se aproxima da figueira e determina que nunca mais alguém comesse fruto dela, o texto diz que a figueira se secou imediatamente. Dá para imaginar que no momento que Jesus profere sua Palavra e a viagem desta até o cerne daquela árvore.

Por meio do profeta Isaías o Senhor Deus diz que Suas Palavras nunca voltam para Ele vazia, antes cumpre o que lhe apraz, cumpre aquilo para o qual ela foi enviada. No caso de Jesus com a figueira era para que ela se secasse e não aconteceu nada diferente. Palavra Poderosa.

Os discípulos ficaram abismados com o acontecido e então Jesus aproveita para ensiná-los a respeito de alguns princípios do Reino de Deus. O primeiro é que as palavras dos discípulos também poderia ter o mesmo poder, com apenas uma condição, eles deveriam ter fé e não dúvida em seus corações.

O estado natural do homem é de um coração cheio de dúvida em relação às coisas de Deus, ao modo de Deus agir. Deus criou o homem para governar a terra e dominá-la, isso é agir conforme Deus age, Ele governa. Porém quando entra o pecado na história humana, o homem perdeu a excelência de Deus – o Espírito Santo.

O homem aprendeu a se virar sozinho no mundo físico esquecendo-se cada vez mais do espiritual. O homem se adaptou ao mundo, e tornou-se independente do mundo espiritual, ou de Deus. Isso foi uma obra do diabo.

A bíblia diz que Jesus se manifestou para desfazer as obras do diabo. Por meio da sua morte na cruz reconciliou o homem com Deus. O que faltava para o homem não falta mais. Contudo, o homem se acostumou demais com a escuridão, com a escravidão. E disso temos exemplo no povo de Israel na época do Êxodo. Deus os libertou de vários anos de escravidão no Egito conduzindo-os para o deserto.

No entanto, ainda que livres fisicamente sempre agiam como escravos, inclusive o de não crer no sobrenatural de Deus. Assim a incredulidade faz parte do homem natural, pois ela nada mais é que a ausência da fé, ou seja, ausência de Deus.

Quando Jesus diz “se tiverdes fé e não duvidardes”, estava dizendo que quando os discípulos estivessem cheios da Palavra de Deus fariam o mesmo que Jesus fez à figueira, mas não somente isso, também diriam a um monte para ele se deslocar para o meio do mar e isso aconteceria.

No evangelho que registrou Marcos lemos que nada é impossível para aquele que crê. E realmente não é, porque quem crê age pela Palavra de Deus. De modo que não é um agir humano, mas um agir sobrenatural. É assim que Deus quer vivamos nesta terra, não atentando apenas no que é visível, mas sempre olhando para Jesus autor e consumador da nossa fé. E dessa forma glorificaremos ao Senhor nosso Deus. Ele não nos criou para derrota, mas sim para vitória.

quarta-feira, 12 de abril de 2023

PORQUE MANDAS, LANÇAREI A REDE!

 

Lucas 5.1-7

Nesta passagem bíblica temos Jesus ensinando a Palavra de Deus e a multidão o apertando para ouvir ainda mais, o que o leva a emprestar o barco de Simão Pedro que tendo trabalhado a noite toda não apanharam nenhum peixe e por isso lavavam a rede. Ao colocar à disposição do Mestre o barco, foi surpreendido com a recompensa do Senhor.

Após o ensinamento, Jesus pede para Pedro ir para o meio do lago e lançar sua rede, Simão Pedro demonstra para o Senhor que naturalmente isso seria impossível, pois eles já haviam pescado a noite toda e nada haviam apanhado. E eles eram hábeis pescadores e sabiam que o horário para a pesca no lago era de noite, de dia nenhuma boa pesca aconteceria naquele lago, principalmente com redes.

Não obstante ter apresentado a limitação natural, Simão Pedro resolve obedecer a Jesus “porque mandas, lançarei a rede”. E colheu o resultado da obediência que foi uma grande quantidade de peixe de maneira tal que quase iam a pique. Precisou de outro barco para auxilia-lo.

Nessa passagem bíblica há muitas lições para nós. A primeira está logo no v. 1 no que diz respeito à multidão querer ouvir a Palavra de Deus. A multidão estava sedenta e com fome, mas não de pão e água físicos. A fome era de ouvir a Palavra de Deus e orientação de Isaías é exatamente esta: quem tem fome e sede deve vir até ao Senhor para ser saciado.

Quando a multidão se depara com os ensinos de Jesus percebe o diferencia naquela pregação. Era uma mensagem que alcançava a alma sedenta. Assim apertam Jesus para ouvir ainda mais. Esta mesma graça deve estar presenta em quem ensina e prega a Palavra de Deus, quando isso existe a multidão vai se ajuntar para ouvir a Palavra de Deus.

Para a realização da obra de Deus, Jesus no caso, utilizou-se do barco de Simão Pedro. Essa é outra lição. Jesus está à procura de instrumentos para realização da obra de Deus, tanto ferramentas quanto as próprias pessoas. Na passagem se utiliza de algo que estava aos cuidados de Pedro, embora o Senhor seja criador de tudo, portanto, possuidor.

Quando existe a obediência à Palavra do Senhor os resultados são surpreendentes. Para o Senhor não há limites, não há impossível, assim como não existe horário improvável para acontecer um milagre, basta somente o seu querer.

Simão Pedro entendeu perfeitamente o princípio e usufruiu das bênçãos do Senhor, embora fosse conhecedor, hábil pescador e sabia com certeza que uma tentativa humana de lançar as redes em águas claras como do lago seria uma tentativa frustrante; contudo não deixou que o conhecimento humano o atrapalhasse de contemplar algo sobrenatural.

Ele obedece à Palavra de Jesus, mas ainda que esperasse um resultado que seria de acordo com as expectativas humanas, com certeza o Senhor Jesus o surpreendeu e muito. Talvez esperasse por milagre alcançar alguns quilos de peixes. Mas a surpresa foi grande, a quantidade de pesca foi muito além do imaginado - dois barcos de peixe. Quantidade que nunca tinha pescado antes.

Quando colocamos a nossa vida, os nossos dons, talentos, tempo e a nossa própria vida à disposição do Reino de Deus podemos esperar resultados extraordinários da parte de Deus. O Senhor sempre fará muito mais além do que pedimos ou imaginamos receber (Ef. 3,20). Dessa forma que aprendamos com esta passagem bíblica a confiar cada vez mais no Senhor e nos colocar cada vez mais à sua disposição. Tenham um dia abençoado na presença do Senhor.

sexta-feira, 31 de março de 2023

A GRANDE PROPOSTA DE DEUS

 


Em Gênesis 12.1-3 temos a chamada de Abrão que traz algumas características interessantes. A primeira delas é a respeito da renúncia, Deus manda Abrão sair do meio da sua terra, e da sua parentela, e da casa de seu pai. Em suma a proposta para Abrão é uma nova maneira de viver com Deus que no meio em que Abrão se encontrava não seria possível para ele. Por isso Deus manda sair.

A mensagem é entendida a partir de uma leitura mais aprofundada do texto bíblico. Um dos significados do verbo sair no hebraico יָלַךְ - yâlak (yaw-lak') é maneira de viver. Ou seja, a partir da chamada de Deus Abrão passaria a experimentar uma nova vida – é a proposta de Deus.

Logo de pronto Abrão obedece ao Senhor, mas não totalmente, porque sai da terra, mas leva consigo o pai e também o sobrinho Ló. Em Atos dos Apóstolos está registrado que a chamada de Abrão ocorre ainda em Ur do Caldeus, Mesopotâmia. Então vive em Harã até a morte do pai. Enquanto o pai está vivo a promessa não se cumpre, embora ainda esteja de pé porque fiel é o que prometera.

Após a morte do pai, Abrão desce em direção a Canaã, no entanto, ainda leva o sobrinho Ló até que a terra não suporta mais as duas famílias, momento em que têm que se separar. Após a separação de ambos o Senhor retorna para Abrão e renova a sua promessa (Gn. 13.14-18). Somente neste momento porque agora não está mais na sua terra e não tem mais o pai e nem parentela alguma.

A lição que aprendemos com este texto é a seguinte: não devemos ficar ligados à terra onde nascemos, não ficar presos à parentela. Infelizmente há muitos cristãos nessa situação. A promessa de Deus está de pé, mas ele não vê cumprimento, isso porque não está cumprindo com a vontade de Deus plenamente, às vezes pensa que estar em reuniões na igreja é o bastante.

Contudo é necessário abandonar algumas cargas do velho homem. Pare de ficar dependo dos outros. Pare de ficar dando ouvidos a conversas alheias que não dizem respeito à chamada de Deus para sua vida. Todas essas coisas apenas servem de distração e empecilhos para você chegar aonde Deus quer.

Lembre-se há uma condição de Deus para que a promessa se cumpra na íntegra. Como registrado acima, Deus requer mudança de vida. Mas tem quer ser uma mudança radical. Há muitas mudanças que o próprio Deus opera em nós, no entanto, outras dependem de nós. Isso não atrapalha Deus de cumprir, contudo, atrapalha o próprio homem que está sempre embaraçado com alguma coisa desta terra (Hb 12.1).

Lembre-se das palavras de Jesus em Lucas 9.23 que diz que quem quer segui-lo deve renunciar-se a si mesmo, tomar a cada dia a sua cruz e então segui-lo. Sem renunciar o que Deus espera que renunciemos não vamos alcançar sua promessa. Assim que tomarmos a decisão definitiva e colocar isso em prática o Senhor virá e renovará a Sua promessa e a cumprirá.

quinta-feira, 30 de março de 2023

IDENTIFICADOS COM CRISTO EM SUA MORTE, RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO

 

Aprendemos nas Escrituras que somos identificados com o Senhor Jesus Cristo, não apenas em Sua morte (Rm. 6), mas também na Sua ressurreição e ascensão à direita do Pai. Jesus morreu pelos nossos pecados, o homem foi penalizado com a morte espiritual, ou seja, a separação de Deus; depois também experimentou a morte física, pois perdeu a verdadeira vida – a eterna.

Como Deus não criou o homem para a morte, Ele providencia a salvação em Cristo Jesus Seus Filhos que sofreu em nosso lugar a morte física e por ela pagou o preço do resgate. Mas a morte não pode segurar o príncipe da vida, assim o Pai o ressuscitou ao terceiro dia. Com a Sua ressurreição nós também ressuscitamos com Ele.

Dessa forma Jesus tomou a nossa morte e nos deu a Sua vida. Mas não apenas isso, Deus também nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo. A palavra “assentar” nos mostra a posição em que nos encontramos em Cristo.

A morte de Cristo é a principal demonstração do amor de Deus (Rm. 5.8) e a ressurreição é a principal demonstração do Poder de Deus.

O texto de Efésios 2.1-10 traz importantes ensinamentos sobre a velha vida de pecado e a nova vida em Cristo. A respeito da velha vida há 5 características que Paulo destaca:

1-  Morte espiritual em ofensas e pecados;

2-  Andar segundo o curso deste mundo;

3-  Andar segundo o príncipe das potestades do ar;

4-  Desejos da carne; e

5-  Ser por natureza filhos da ira.

Quanto à nova vida em Cristo (4-10) encontramos três características distintas:

1-  É uma vida iniciada em Deus – a primeira geração é em Adão (vida física); a segunda inicia-se em Deus (espiritual)

2-  É uma vida que tem sua origem na ressurreição e por fim;

3-  Obtemos a nova vida em Cristo.

Este texto de Efésios, assim como toda a carta, é de uma profundidade maravilhosa que demanda toda a nossa atenção. Os tópicos deste artigo tem o objetivo de despertá-lo para o assunto e assim pesquisar um pouco a mais a respeito.